Ouço o barulho de pássaros cantarolando, a movimentação de rios e o ruído de passos.
"Onde estou?"
Pareço perdido, mas não estou.
"Quem sou eu?"
Uma floresta escura e densa.
"Que lugar é esse?"
Olá, Viajante, vejo que está perdido e não sabe onde está, estou certo? Deixe-me abrir vossa mente. Este local é denominado Nível PT-74, caracterizando-se como uma floresta amazônica, compreende? Estou surpreso que continua vivo, mas, afinal, se está lendo isto, confirmas que estás vivo, ou talvez seja apenas um corpo inerte sob o controle de outra pessoa. De qualquer forma, é prudente agir com cautela, pois aqui é bastante perigoso.
—Dr. H. Brand1
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O Nível PT-74, conhecido popularmente como "Amazônia", é o 75º Nível das Backrooms Lusófonas. Caracterizado por ser uma zona florestal com aproximadamente 6,7 milhões de km2. Descoberto em 20/07/2020.
- Descrição -
Uma foto tirada do Nível PT-74 durante seu período noturno
O Nível PT-74 configura-se como uma recriação da Floresta Amazônica, presente nas Frontrooms. Embora aparenta ser razoavelmente tranquila à primeira vista, abriga diversos perigos ambientais, Entidades e um ecossistema vasto e extenso. A cobertura floral do Nível é próspera, crescendo em uma taxa significativamente maior comparada à vegetação de sua contraparte, mesmo sendo bastante similares. Árvores típicas brasileiras podem ser encontradas na floresta, como o açaí, a seringueira, a castanha-do-pará e o guaraná, com elas possuindo um alto valor comercial.
O Nível, além de abrigar uma grande biodiversidade, contém plantas exóticas variadas, cuja maioria não foi propriamente documentada. Do mesmo modo, Entidades semelhantes a insetos foram relatadas por Viajantes. Comumente, estas Entidades possuem a forma de abelhas, pernilongos e até mesmo sapos. Ao analisar as criaturas, pesquisadores da I.P.D.L.B apontaram um comportamento relativamente estranho das mesmas: elas não seguem uma rotina específica, vagando aleatoriamente pelo andar e ignorando Viajantes que encontram.
Devido à sua grande extensão, o Nível PT-74 nunca foi percorrido completamente. Porém, os Viajantes que andaram por longas distâncias relataram a existência de um nevoeiro nos horizontes do Nível. De acordo com esses indivíduos, a neblina tornar-se-ia mais espessa quanto mais longe percorriam, cobrindo totalmente a visão dos Viajantes que a confrontaram e dificultando acentuadamente uma exploração mais profunda por parte dos mesmos. Em hipótese nenhuma, se recomenda adentrar na névoa, tanto pela sua espessura, quanto pelo perigo que pode causar à integridade física dos Viajantes.
O ciclo de dia e noite do Nível é conhecido por ser mais duradouro do que a sua contraparte, com o período diurno possuindo 34 horas, e o noturno, 46. Durante o dia, o andar é calmo, com poucos fenômenos anômalos e ambientais ocorrendo. Entretanto, à noite, o Nível PT-74 é caracterizado pelo silêncio e pela queda da temperatura. Da mesma forma, garoas ou chuvas moderadas, que podem acontecer em ambos os períodos.
- Fenômenos -
»Os Buracos«
Os Buracos são um fenômeno que, em grande parte, está localizado no Rio Amazonas. A sua aparição é extremamente rara, mas, quando o fenômeno se manifesta, ele é caracterizado por um conjunto de fendas na água do Rio Amazonas, semelhantes a buracos giratórios. Essas fendas modificam a velocidade da água em seus arredores, fazendo-a ficar mais rápida e assumir um formato de "funil". Não se recomenda adentrar o rio durante esse fenômeno, pois, notavelmente, a água estará mais violenta e as chances de afogamento são altas.
O que ocorre com os Viajantes que entram no rio é indocumentado, e os cadáveres de vítimas engolidas pelos Buracos não são encontrados.
- Locais de Interesse -
»O Rio Amazonas«
O Rio Amazonas no Nível PT-74 é uma recriação do rio original, possuindo aproximados 8 milhões de km 2. Suas águas são escuras, espessas e muitas vezes cobertas por uma neblina baixa que se mantém constante, mesmo sob calor intenso ou ausência de umidade visível no ambiente. À primeira vista, o rio aparenta ser apenas uma característica geográfica do Nível, mas observações mais prolongadas revelam que ele se comporta de forma instável e anômala. O curso do rio não segue um trajeto fixo — ele pode aparecer em locais diferentes do mapa em horários distintos, desaparecer completamente por dias e depois reaparecer com margens alteradas ou conectando pontos que antes não se comunicavam.
Navegar pelo rio é extremamente arriscado. Embarcações lançadas nele tendem a se mover sem controle, e os instrumentos de navegação deixam de funcionar. Relatos consistentes descrevem distorções na percepção dentro do rio: jornadas de poucos minutos podem ser lembradas como dias inteiros, enquanto outras vezes, a travessia parece instantânea, mesmo quando há provas físicas de que ela durou muito mais. Tripulações inteiras desapareceram ao tentar cruzá-lo, e há registros de botes vazios encontrados em afluentes isolados com pertences intactos, mas sem qualquer sinal dos ocupantes.
A interação com a água deve ser evitada. O simples contato com ela pode provocar alterações cognitivas leves, como lapsos de memória ou sensação de desorientação, que se intensificam com o tempo de exposição. Há casos documentados em que Viajantes que permaneceram muito tempo próximos ao rio começaram a demonstrar comportamentos estranhos, como falar sozinhos, responder a vozes inexistentes ou agir como se estivessem em um lugar completamente diferente. Muitos relatam sentir que estão sendo observados enquanto se aproximam da margem, mesmo quando não há qualquer sinal de vida por perto.
A fauna presente nas águas também apresenta comportamento anômalo. Espécies semelhantes às da floresta amazônica real foram observadas, mas todas possuem pequenas deformidades físicas ou padrões de comportamento não naturais. Há relatos de peixes que acompanham embarcações por longos trechos, mantendo os olhos fixos nos ocupantes, e de sons subaquáticos semelhantes à fala humana em língua não identificada
Mesmo com todos os riscos envolvidos, O Rio Amazonas é considerado um dos locais principais do Nível PT-74, servindo como ponto de referência para muitos grupos de exploração. Há registros de pequenas estruturas abandonadas ou semi-afundadas nas margens, sugerindo que outros grupos tentaram estabelecer acampamentos ou rotas fixas usando o rio como base. Nenhum desses assentamentos durou, e a maioria foi encontrada vazia e/ou destruída. Ainda assim, a presença contínua do rio e sua aparente influência sobre o ambiente ao redor fazem dele um elemento central para a compreensão do Nível como um todo, mesmo que sua verdadeira natureza continue sendo um mistério.
»O Safari«
O Safari é um local de interesse localizado em uma das regiões mais instáveis e perigosas do Nível PT-74. A área se diferencia do restante da floresta pelo comportamento agressivamente artificial da fauna, pela ausência quase total de cobertura vegetal densa e pela presença de estruturas metálicas enferrujadas parcialmente engolidas pela vegetação. Ao contrário da floresta úmida e escura que domina o restante do Nível, O Safari possui trilhas abertas, clareiras extensas e uma atmosfera mais quente e abafada, com uma luz constante semelhante ao entardecer. Árvores são mais espaçadas, e há trechos onde a vegetação parece ter sido podada ou removida de forma deliberada, como se alguém tivesse tentado transformar o ambiente em um espaço de observação ou exposição.
No centro do Safari, Viajantes relatam a existência de passarelas de madeira, torres de observação em ruínas e restos de veículos parecidos com jipes, muitos dos quais estão tomados por raízes ou ferrugem. Em algumas dessas estruturas, placas com textos em português desgastado podem ser vistas, geralmente com mensagens vagas como “Área de Alimentação” ou “Entrada Proibida”. A origem dessas construções é desconhecida, e a I.P.D.L.B. não encontrou qualquer evidência de que tenham sido construídas por grupos externos. Mais alarmante, alguns dispositivos eletrônicos encontrados nos veículos estavam parcialmente funcionais, indicando que o local pode ter sido ocupado até pouco tempo atrás, ou que o tempo passa de forma diferente dentro dessa zona.
A característica mais marcante do Safari é a presença de Entidades que imitam animais selvagens da fauna amazônica, mas com comportamento e aparência alterados. Esses seres não demonstram medo de humanos, movem-se em padrões repetitivos e muitas vezes parecem estar “encenando” comportamentos naturais, como se estivessem se exibindo para um público invisível. Alguns caminham em círculos, outros fingem caçadas que terminam sempre da mesma forma. Há registros de grupos inteiros de criaturas parando subitamente e encarando os Viajantes por minutos antes de retomarem seu comportamento repetitivo, sem qualquer sinal de hostilidade, mas também sem demonstrar real consciência. Apesar disso, ataques já foram registrados quando regras do espaço são quebradas, como atravessar certas trilhas delimitadas ou tentar subir em torres ainda intactas.
Alguns Viajantes relataram sentir que estavam sendo seguidos durante toda a permanência no Safari, mesmo quando não havia sinais de presença física. Outros afirmam ter ouvido aplausos distantes, risadas ou sons semelhantes a narrações, como se estivessem sendo observados por uma plateia invisível. Em alguns casos extremos, há relatos de vozes incentivando os indivíduos a "interagir com os animais" ou “seguir com a experiência completa”. Essas manifestações sonoras geralmente antecedem alterações no comportamento da fauna, que se torna mais imprevisível e agressiva até que o Viajante abandone o local ou seja incapacitado.
- Entidades -
- Entidade 1 -
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- Entidade 2 -
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- Pessoas de Interesse -
Doutor H. Brand
O Dr. Henry Brand, registrado oficialmente como H. Brand e muitas vezes referido informalmente pelos agentes como “Doutor”, é o pesquisador-chefe responsável pela coordenação de todas as operações científicas da I.P.D.L.B. dentro do Nível PT-74. Ele atua como ponte entre o corpo de pesquisa, as equipes de campo e a administração central, sendo a principal autoridade científica local. Atende também pelo nome informal Henry Mark, devido a um erro antigo em documentação interna que acabou se popularizando entre novatos e veteranos do Posto.
Brand é o atual residente e administrador científico do Posto de Controle Floras, onde supervisiona diretamente protocolos de proteção ambiental, interdição de áreas sensíveis e a interface com grupos nativos do Nível — incluindo a Tribo Mapanguari. Sua presença constante dentro do Nível PT-74, por muitos considerada imprudente, é justificada por sua própria filosofia de pesquisa: segundo ele, “um ecossistema que muda sozinho precisa ser observado de dentro, não de longe”.
Perfil e formação
Pouco se sabe sobre a vida do Dr. Brand antes de ingressar na I.P.D.L.B., e grande parte de seus arquivos de admissão permanece parcialmente restrita. O que é confirmado é que ele atuou como botânico e ecólogo especializado em interações entre ambientes instáveis, apresentando experiência prévia em estudos de mutações vegetais em zonas de radiação de baixa intensidade. Dentro da instituição, Brand ganhou notoriedade por sua metodologia meticulosa e por sua capacidade incomum de identificar padrões mesmo em fenômenos que parecem totalmente caóticos.
Apesar de não possuir uma postura militar, Brand é respeitado — e às vezes temido — por sua franqueza direta e por exigir disciplina absoluta no cumprimento de protocolos ambientais.
- Relação com o Posto de Controle Floras
- Como diretor residente, o Dr. Brand:
- supervisiona todas as rotinas de varredura botânica;
- define quais regiões do Nível devem ser interditadas;
- autoriza ou nega travessias de pesquisadores visitantes;
- analisa relatórios de rotas móveis e mutações vegetais;
- é responsável por coordenar contatos indiretos com a Tribo Mapanguari.
Seu gabinete fica em um módulo elevado conectado às passarelas principais — um ponto escolhido especificamente por oferecer visão panorâmica da copa, algo que ele considera essencial para acompanhar variações nas “oscilações do dossel”.
Brand raramente deixa o Nível PT-74 e já vive no Posto de Controle Floras há tempo suficiente para ser considerado parte fixa da estrutura tanto quanto o próprio equipamento do lugar.
Status atual
O Dr. Henry Brand continua ativo no Posto de Controle Floras, atuando como coordenador-geral de pesquisa. Ele raramente sai do Nível e prefere comunicação remota com a I.P.D.L.B. externa.
- Descoberta -
A existência do Nível PT-74 foi registrada pela primeira vez em 20/07/2020, quando um sinal de rádio automatizado de baixa frequência começou a ser captado por instalações da I.P.D.L.B. A transmissão, inicialmente tratada como ruído eletromagnético ou possível interferência residual de uma instalação abandonada, consistia em sons abafados de floresta, ruídos de água corrente e, em intervalos irregulares, vozes em português sussurradas descrevendo paisagens tropicais com termos imprecisos como “folhagem infinita”, “rio que gira” e “o cheiro do musgo”. O conteúdo da gravação era sempre o mesmo, repetido continuamente por 74 minutos antes de reiniciar, como um ciclo fechado.
Intrigada com o padrão anômalo da frequência, a I.P.D.L.B. iniciou um rastreamento manual do sinal por meio de dispositivos analógicos, eventualmente localizando uma falha em uma antiga subestação elétrica inativa, marcada como sem saída útil desde 2006. A estrutura, já considerada inutilizável, apresentava uma escada espiral subterrânea completamente obstruída por raízes orgânicas e lama compacta. Ao longo de duas semanas, a escavação do local revelou uma porta metálica coberta por vegetação interna — um fato considerado impossível, já que a área não possuía qualquer conexão ambiental com níveis externos, nem presença conhecida de matéria vegetal viva.
Ao forçar a abertura da porta, os agentes foram imediatamente expostos a um vento quente e úmido, acompanhado por uma luz alaranjada persistente, embora não houvesse fonte luminosa aparente. Os primeiros dez minutos de exploração foram registrados por drones terrestres, que identificaram uma mudança completa na topologia do espaço: em vez de uma câmara subterrânea, o acesso levava diretamente a uma floresta tropical de proporções desconhecidas, com céu visível, atmosfera estável e vegetação densa até onde os sensores podiam alcançar. Não foram encontradas estruturas artificiais próximas da entrada, e o ponto de acesso colapsou menos de duas horas após a abertura, selando o local por completo. Desde então, todas as tentativas de reabrir o caminho falharam.
No entanto, três dias depois do fechamento, a transmissão de rádio cessou — e, em seu lugar, começou uma nova gravação automática, desta vez com sons de respiração ofegante, correntes de água e o que parece ser a voz do próprio operador que conduziu a abertura da escotilha, repetindo frases como “a trilha não termina” e “ele está me vendo”. Esse novo ciclo permanece ativo até hoje, e não é possível determinar se é uma gravação automática ou uma transmissão em tempo real de dentro do Nível PT-74.
- Bases, Postos Avançados e Comunidades -
Tribo Mapanguari
A Tribo Mapanguari é uma comunidade nativa do Nível PT-74, composta por aproximadamente 60 a 80 indivíduos, todos adaptados de maneira biológica e comportamental ao ambiente hostil do Nível. São amplamente reconhecidos como um dos poucos grupos capazes de sobreviver por tempo prolongado dentro do Nível, demonstrando conhecimento prático sobre o ecossistema anômalo, rotas móveis e comportamento das Entidades locais.
Fisicamente, os membros da tribo apresentam traços humanos, mas com alterações que sugerem mutações ambientais ou exposição prolongada a propriedades cognitivas do Nível. Entre as características comuns estão pele espessa, de tons terrosos ou esverdeados, olhos grandes adaptados à baixa luminosidade, e cicatrizes ritualísticas distribuídas simetricamente pelo corpo, possivelmente ligadas a ritos de passagem ou proteção espiritual.
A estrutura social da Tribo Mapanguari é rigidamente hierárquica e baseada em um sistema tradicional semelhante ao de tribos amazônicas reais. No topo da hierarquia está o Cacique Uaramá, um homem de idade avançada que, segundo relatos, já lidera o grupo há mais de duas décadas. Ele é tratado com reverência pelos membros da tribo e raramente é visto por exploradores, permanecendo em uma região central da mata chamada por eles de “Cor Viridis”.2 Seu corpo é coberto por uma camada de tinta natural extraída de plantas locais, e sua voz é dita ser capaz de acalmar ou afastar Entidades hostis.
Abaixo do Cacique estão os Uahuris, equivalentes a anciãos ou conselheiros. São três no total, escolhidos por meio de rituais envolvendo sobrevivência na parte mais profunda do rio. Eles atuam como intérpretes da floresta, tomando decisões junto ao cacique com base em sinais ambientais e sonhos recorrentes. Depois deles vêm os Yatuás, caçadores e batedores que patrulham as fronteiras do território tribal, marcando zonas seguras, coletando alimento e, ocasionalmente, entrando em contato com exploradores perdidos. Por fim, há os Iramãs, compostos por jovens em formação, crianças e cuidadores. Todos os membros da tribo têm funções definidas, e a ociosidade é vista como sinal de desequilíbrio com o ambiente.
A tribo demonstra conhecimento detalhado sobre fenômenos que os Viajantes ainda não compreendem completamente. Por exemplo, eles evitam determinadas árvores por “sussurrarem com raiva”, e nunca atravessam o Rio Amazonas à noite, afirmando que “o espelho da água caminha quando está escuro”. Embora não falem português fluentemente, compreendem palavras básicas e utilizam gestos ritualizados para se comunicar. Em algumas ocasiões, foram vistos ajudando exploradores feridos, mas geralmente mantêm distância de estranhos, observando de longe antes de decidir se aproximar.
Registros indicam que a tribo pode não ser originária da realidade externa, mas sim descendente de indivíduos que caíram no Nível PT-74 há décadas — ou séculos — e se adaptaram ao longo de gerações. Outra hipótese, menos aceita, é que eles tenham sido criados pelo próprio Nível como parte de seu ecossistema consciente, sendo manifestações físicas de sua “memória ambiental”.
A I.P.D.L.B. considera a Tribo Mapanguari um grupo neutro a protetor, desde que não se sintam ameaçados. Contato direto é desencorajado, a menos que seja inevitável ou vital. Acredita-se que parte da sabedoria da tribo possa ser essencial para entender as rotas instáveis e o funcionamento interno do Nível, mas as tentativas formais de cooperação permanecem em estágio inicial.

